Em mais uma reunião nesta terça-feira com o presidente nacional do PR, Valdemar Costa Neto, a direção do partido no Distrito Federal tenta encontrar um norte após a bússula engasgar com a desistência do ex-secretário Jofran Frejat.
O partido quer continuar com o direito de indicar o candidato ao governo distrital, mas o MDB bateu pé na pré-candidatura do advogado Ibaneis Rocha.
O movimento da peça desagradou o principal articulador do Democratas, o deputado Alberto Fraga. Ele acha que deveria encabeçar a chapa e não gostou do que disse Ibaneis. Ele sugeriu que o parlamentar concorresse ao Senado Federal, como estava previsto quando Frejat estava no páreo. Fraga, entretanto, acho que tem mais voto que Ibaneis e por isso estaria habilitado naturalmente a ser o cadidato ao governo.
Na reunião de ontem à noite entre os dois não houve entendimentos. E um novo personagem apareceu por conta do racha. É Flávia Arruda (PR) que poderia ser a vice de Alberto Fraga. De um lado ficaria o DEM e o PR e de outro, o PP, o Avante e o MDB.
Flávia é esposa do ex-governador José Roberto Arruda, que seria o principal responsável pela desistência de Frejat. Flávia lançou em junho a sua pré-candidatura a deputada federal sem a adesão esperada do outrora grupo de seis partidos. Na época, o PHS também estava presente. Agora, é um aliado de Eliana Pedroa (Pros).
Ibaneis na cabeça de chapa também não agrada o PP do empresário Paulo Octávio, suposto candidato ao Senado. Ele quer emplacar a mulher, Anna Christina Kubitschek, como vice-governadora na chapa. Pode ser qualquer um dos nomes, Ibaneis ou Fraga, mas o casal só entra no processo se “houver um amplo entendimento”. Por enquanto, o Avante é um mero coadjuvante. Vai para onde o melhor vento indicar.
No final de semana, houve uma reunião com coadjuvantes do grupo. Na ocasião, alguém sugeriu que para bater o governador Rodrigo Rollemberg – hoje o principal adversário – seria necessária a participação também do PSDB e da Democracia Cristã (DC), escorraçados da Terceira Via.
Ideal mesmo, segundo se disse na conversa, era atrair também o PSD, de Rogério Rosso, que é o candidato a governador da Terceira Via, que tem como oráculo o senador Cristovam Buarque (PPS).
Com as divisões em todos os partidos e alianças, é possível que o eleitor do Distrito Federal possa escolher até entre 12 candidatos ao Palácio do Buriti em outubro, como já informou o Misto Brasília. Sete candidaturas já estão oficialmente em campo.
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