Um bebê com o DNA de três pessoas nasceu na Grécia, anunciaram médicos gregos e espanhóis. Os pesquisadores usaram o óvulo da mãe infértil, o esperma do pai e o óvulo de outra mulher para conceber o bebê. O material genético com cromossomos da mãe foi transferido para o óvulo de uma doadora. O processo foi classificado por seus criadores de revolucionário.
A técnica envolve a remoção do núcleo do DNA do óvulo de uma futura mãe, inserindo-o num óvulo doador, do qual o núcleo de DNA foi removido. Como resultado, o embrião tem o núcleo de DNA de seus pais biológicos, mas o DNA mitocondrial do doador feminino. Cientistas afirmam que o DNA do óvulo doador representa menos de 1% dos genes do bebê resultante, publicou a DW.
O método já havia sido utilizado em 2016 no México. Naquela ocasião, no entanto, o objetivo do tratamento era evitar a transmissão de uma doença genética rara da mãe para o bebê. No caso da Grécia, porém, a técnica de fertilização in vitro usando três DNAs foi aplicada pela primeira vez para permitir que uma mãe que não conseguia engravidar gerasse seu filho.
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