São dez caixas com 320 petições que serão catalogadas e digitalizadas nos próximos três dias. É o volume das denúncias da Lava Jato da Procuradoria-Geral da República que chegou ao final da tarde no Supremo Tribunal Federal.
Na lista dos denunciados pela PGR estão os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria Geral), Gilberto Kassab (Comunicações) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores).
Depois dos três dias é que o ministro Edson Fachin decidirá se instaura ou não as investigações contra 83 políticos. São 211 declínios de competência, sete arquivamentos e 19 providências, que podem ser mandados de prisão, busca e apreensão, colheitas de novos depoimentos, quebras de sigilo, bloqueio de bens, entre outras diligências.
De acordo com a Veja, enquanto as petições não forem remetidas ao gabinete de Fachin, elas ficarão numa sala no terceiro andar da sede do STF, a mesma em que ficaram guardadas as delações dos 77 executivos da Odebrecht, que fundamentam os pedidos enviados pela PGR. Segundo a assessoria do tribunal, o aposento tem uma tranca eletrônica e só pode ser acessado por funcionários autorizados para evitar vazamentos.
























