Incêndios florestais ameaçam o Mediterrâneo e os Balcãs

Incêndio florestal Cerrado bombeiros DF
Brigadistas combatem incêndio florestal no Cerrado/Arquivo
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A mudança climática aumenta a frequência e a gravidade das queimadas

Focos de incêndios florestais – provocados naturalmente por raios ou por incendiários – eclodiram em todo o sul da Europa em julho, espalhando-se em grande escala, devido à seca e ao calor extremo na região do Mediterrâneo.

Cientistas não têm dúvidas de que a mudança climática é o principal propulsor de mais uma temporada extrema de incêndios. Eles também entendem que a adaptação ao clima em países vulneráveis é inadequada para lidar com incêndios florestais, cuja tendência é piorar em frequência e intensidade.

A DW analisa por que os países mediterrâneos e dos Bálcãs são tão sujeitos a incêndios florestais e investiga as consequências das mudanças climáticas.



A área queimada na região do Mediterrâneo diminuiu ligeiramente nos últimos 40 anos, mas isso se deve principalmente a esforços mais eficazes de controle de incêndios, de acordo com a Agência Europeia do Ambiente (AEA).

A mudança climática aumenta a frequência e a gravidade das queimadas atreladas às condições climáticas, conforme testemunhado durante os incêndios florestais sem precedentes dos últimos anos, na Austrália e na Califórnia. E, inevitavelmente, as mudanças climáticas aumentaram o risco de incêndios florestais em toda a Europa, incluindo as regiões central e norte, que não são tipicamente propensas a esse tipo de desastre.

Um vaca numa praia na costa mediterrânea da Turquia

Os atuais recordes de secas e ondas de calor na região do Mediterrâneo ecoam os eventos de 2018, quando foi registrado o maior número de países afetados por incêndios em um ano, segundo dados da AEA.

Globalmente, os incêndios florestais são responsáveis por emissões significativas de gases de efeito estufa e também por 5% a 8% das 3,3 milhões de mortes prematuras anuais causadas por má qualidade do ar, segundo dados da organização climática Carbon Brief.

Em 2017, as emissões de CO2 de incêndios florestais extremos em todo o sudoeste da Europa – precisamente, na Península Ibérica, Sul de França e Itália – foram as mais elevadas desde pelo menos 2003, com aproximadamente 37 teragramas de CO2.


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