O estudo foi apresentado por especialistas e constitui parte do Atlas Geoquímico da capital
O Atlas Geoquímico Ambiental Geodiversidade e Geologia Médica identificou que metade da área do Distrito Federal apresenta algum tipo de alteração na água e no solo. Detalhes do documento foram divulgados hoje (08). O estudo foi encomendado pelo Serviço Geológico do Brasil.
A investigação mostra a presença de elementos químicos nos sedimentos estão sendo levados pelos próprios rios. Apesar do grande número de violações existentes para os elementos alumínio, lítio e vanádio, elas não configuram um indicativo de existência de contaminação formal. A pesquisa foi realizada como como suporte ao Projeto Levantamento de Geodiversidade do Distrito Federal.
“São coletadas amostras de água de superfície, água de abastecimento público, solo superficial, solo subsuperficial e sedimentos de fundo dos rios, com baixa densidade de amostragem onde uma amostra representa uma grande área”, explicou o pesquisador Eduardo Viglio.
As pesquisas realizadas permitirão um planejamento de ocupação territorial mais eficiente, bem como mensurar danos geoquímicos causados por desastres naturais ou não nas bacias já estudadas.
A definição de zonas nocivas à vida e ao ambiente pode permitir um melhor gerenciamento da ocupação dos espaços ainda livres. O conhecimento prévio dos padrões de distribuição dos elementos permite definir o grau de poluição causado pelo homem em áreas atingidas.


















