Mais um capítulo na briga velada entre a Polícia Civil e a Polícia Militar do Distrito Federal por conta das investigações realizadas por militares à paisana. O novo episódio ocorre por um “levantamento” de roubo realizado por um cabo e um sargento em Taguatinha.
Um delegado enquadrou os dois por usurpação de função e denunciou o caso para outras instituições. A partir daí seguram notas das duas corporações. Uma no ataque e outra na defesa do trabalho velado. Esta disputa, aliás, ocorre em todo o Brasil, muitas vezes por que não há clareza na legislação e também pela defesa do corporativismo.
A nota da Polícia Civil
“O fato verificado em Taguatinga não representa uma disputa de espaço pelas polícias Civil e Militar nem um caso fortuito em que policiais da força ostensiva, à paisana, depararam com um crime que estava sendo cometido. Ao contrário, trata-se de uma ação deliberada no sentido de açambarcar atribuições afetas a outra instituição. A força tem priorizado o serviço velado, de investigação, em todo o Distrito Federal, numa clara disputa de atribuições com a Polícia Civil, passando a atuar na repressão em detrimento da prevenção, o que fragiliza sua função principal”.
A nota da PM
“O serviço de inteligência da Polícia Militar não realiza investigações, mas sim levantamentos e monitoramento de situações suspeitas. Essa equipe de policiais, além de ser recordista em recuperação de veículos roubados e furtados, é também a equipe que mais produz resultados contra esse tipo de crime. Isso tem trazido muito alívio ao cidadão que teve o seu bem levado por criminosos”.





















