A paralisação geral desta sexta-feira tem adesão muito pequena dos trabalhadores até este horário da manhã em todo o Brasil, com manifestações e bloqueios pontuais. A tática tem sido fechar ruas com pneus em chamas. Há denúncias que as centrais sindicais contrataram seguranças para intimidar as pessoas.
Em Brasília, o transporte público está parado, mas muita gente tenta chegar ao trabalho com ônibus e vans piratas. O deslocamento fica quase impossível porque a Polícia Militar e órgãos de fiscalização do governo local fazem operações para combater o transporte não regulamentado. No Distrito Federal foi montado um grande esquema para evitar tumultos, vandalismos e depredações.
A paralisação está sendo convocado, em sua essência, porque a reforma trabalhista aprovada na Câmara dos Deputados nesta semana acaba com a contribuição sindical. Sem ela, que é um desconto obrigatório no salário dos trabalhadores, essas entidades deixam de receber compulsoriamente R$ 3,5 bilhões por ano.
Para a opinião pública, a convocação para a paralisação tem dois motes: protestar contra a reforma trabalhista e a reforma da Previdência. Mas as centrais sindicais também aproveitam o momento para inserir um contexto político-partidário.
























