BNDES leva calote de milhões de reais de Moçambique

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O contribuinte brasileiro pode contabilizar mais um prejuízo por tabela. É que o governo de Moçambique deu um calote no financiamento do BNDES para construção do Aeroporto Internacional de Nacala, no norte do país.

O prédio foi construído pela Odebrecht, opera precariamente, mas desde 2016 Moçambique não paga as parcelas do empréstimo desde 2016. Amanda Rossi, da BBC Brasil, escreveu que o espaço foi projetado e construído com um empréstimo de US$ 125 milhões (R$ 404 milhões na cotação atual) do BNDES, para ser o segundo maior de Moçambique – só fica atrás do de Maputo, a capital.

Odebrecht revelou para o Departamento de Justiça dos Estados Unidos que realizou “pagamentos corruptos” no valor de US$ 900 mil para autoridades moçambicanas, entre 2011 e 2014, período de construção do aeroporto.

É o primeiro calote que a instituição tomou entre todas as obras custeadas fora do Brasil – operações que passaram a ser postas em xeque após a operação Lava Jato.

É por Nacala, uma cidade portuária, que a Vale exporta a maior parte do carvão que extrai nas minas de Moatize, também em Moçambique, uma das maiores reservas do minério do mundo. Esse é o maior investimento do Brasil na África, assinado durante o governo Lula da Silva e estimado em US$ 8,2 bilhões de dólares.

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