A madrugada foi tranquila no Brasil inteiro e assim amanheceu. Em Curitiba, algumas pessoas passaram na frete da superintendência da PF, onde o ex-presidente Lula da Silva deverá ser preso. Ele disse ontem que não sabe se irá se apresentará, mas espera decidir isso hoje com advogados. Lula disse que sua prisão seria um “sonho de consumo deles”.
O caso repercutiu em todo o mundo, numa sequência de notícias que começou desde a negativa do habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal na noite de quarta-feira.
Lula dormiu no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Houve uma romaria de sindicalistas ao local e confusão com ataques de petistas aos veículos de comunicação, inclusive com depredações de veículos como da Rádio Band News. Em Brasília, pessoas ligadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT) atacaram uma equipe de reportagem do Correio Braziliense. E um carro do jornal foi depredado.
Manifestantes anti-Lula e a favor do ex-presidente vindo de estados do Sul devem chegar por volta do meio dia em Curitiba. Ônibus já estariam em movimento. Uma rodovia teria sido interditada por manifestantes que atearam fogo em pneus que protestam contra a ordem de prisão.
Comenta-se agora, no aeroporto de Curitiba, que o ex-presidente deva chegar num avião particular. Não há informação oficial. A defesa de Lula entrou com novo pedido de habeas corpus sob a justificativa que o Tribunal Regional Federal da 4ª. Região antecipou a prisão, sem antes ser apresentados novos embargos.
Em sua decisão, o juiz federal Sérgio Moro criticou a possibilidade do uso de recursos judiciais para adiar o cumprimento de pena. “Hipotéticos embargos de declaração de embargos de declaração constituem apenas uma patologia protelatória e que deveria ser eliminada do mundo jurídico”.
O petista ficará em uma sala no Núcleo de Inteligência Policial (NP), no quarto andar do prédio da superintendência da Polícia Federal, separado do ex-ministro Antônio Palocci e o sócio da OAS Léo Pinheiro (também condenado no caso do tríplex).
Políticos se manifestaram contra e a favor dos políticos. Os apoiadores disseram que é um atentado “ao estado de direito”. Os adversários disseram que a lei está sendo cumprida e a democracia sendo exercida na sua plenitude.




















