O ex-presidente Lula da Silva permanece nesta sexta-feira (06) na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, para onde se dirigiu no início da noite de quinta, logo após o anúncio da expedição do mandado de sua prisão pelo juiz Sérgio Moro.
O mandado de prisão expedido por Moro determina que ele se apresente à sede da Polícia Federal em Curitiba até as 17 horas desta sexta, mas o ex-presidente disse a apoiadores que não vai se entregar às autoridades, informou a agência de notícias Reuters, que cita membros do PT.
Os advogados de Lula entraram com um novo pedido de habeas corpus, desta vez no Superior Tribunal de Justiça (STJ), de acordo com registro da DW.
Moro ordenou a prisão de Lula após receber um ofício do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que autorizou o início do cumprimento da pena. O documento foi emitido depois de o STF rejeitar nesta quinta-feira um pedido de habeas corpus solicitado pela defesa do ex-presidente.
Em declarações à emissora CBN, Lula acusou Moro de estar agindo politicamente para impedir seu direito à defesa e acrescentou que vai aguardar orientações dos seus advogados para decidir se vai se entregar ou não às autoridades. Lula afirmou que considera absurdo o mandado de prisão de que é alvo e acusou Moro de sonhar com sua detenção.
O advogado de Lula, Cristiano Zanin, afirmou que a decisão do TRF-4 de autorizar a prisão é arbitrária, pois ainda cabe ao ex-presidente apresentar um último recurso ao tribunal. “Estão contrariando a própria decisão do tribunal do dia 24, quando os três desembargadores determinaram que a prisão só poderia acontecer depois de exaurida toda a tramitação em segunda instância”, declarou Zanin à Folha. O novo pedido de habeas corpus, desta vez ao STJ, se baseia nesse argumento.




















