O Brasil na porta da recessão

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O Brasil está novamente com os dois pés na recessão. Os índices do Produto Interno Bruto (PIB) que serão apresentados nesta quinta-feira (30), pelo Instituto IBGE, acendem o sinal vermelho. O Brasil é um país gigante, mas seus indicadores econômicos são pífios.

Os números do Banco Central mostram uma contração, as projeções do monitor do PIB da Fundação Getúlio Vargas (FGV) também apontam na mesma direção.

A equipe do Organizze explica que tecnicamente, a recessão econômica é caracterizada por dois trimestres consecutivos de diminuição do PIB de um país. Ou seja, a recessão diz respeito a uma efetiva contração da economia. Nos últimos quatro anos, o PIB brasileiro cresceu 0,50% em 2014, caiu em 2015 e 2016 (-3,55% e -3,31%, respectivamente) e subiu 1,12% em 2018.

Em maio do ano passado, um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas já alertava para uma lenta recuperação do após uma recessão que terminou no fim de 2016. O estudo dizia que levaríamos 11 trimestres (três anos) para conseguir superar os estragos da crise.

Nesta semana, um ano após as previsões do Ibre, economista José Luis Oreiro em entrevista ao El País, afirmou que é equivocada a atual política de austeridade do Ministério da Economia. O professor da Universidade de Brasília (UnB) disse que o ministro Paulo Guedes quis criar um cenário de caos para convencer a população e parlamentares de que não há outra alternativa para o país a não ser aprovar a reforma da Previdência.

Na BBC News, os jornalistas Daniel Gallas e Daniele Palumbo observaram que a missão de salvar a economia brasileira, à beira de mais uma recessão, era urgente. Falavam da posse de Jair Bolsonaro em janeiro passado. A economia, entretanto, continua no mesmo nível em que estava em 2014.

Foram listados alguns índices para provar que a economia não está avançando: 01 – não há recuperação econômica à vista; 02 – o problema do desemprego não está sendo resolvido; 03 – a moeda e as bolsas frustraram as expectativas pós-eleições; 04 – o país ainda está atolado em dívidas.

Com o novo governo pró-mercado, a aposta era de que as reformas iam dinamizar a economia, mas isso mais uma vez se frustra, como em 2016, 2017 e 2018”, avalia Guilherme Mello, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), segundo registro do Rede Brasil Atual.

O Brasil está em depressão há quatro anos e nada indica a superação desse quadro. Na literatura de Economia, isso é chamado “histerese”: se o crescimento é muito abaixo do potencial durante muito tempo, isso afeta o potencial futuro de crescimento. “Os efeitos dessa depressão vão se refletir no futuro”, diz Mello. 

O professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) João Sicsú relembra os números: “Ela mergulhou no fundo do poço e está lá, dando suspiros. Nesses suspiros, às vezes há sinais positivos, às vezes negativos. O saldo é que caminhamos no fundo do poço e estamos nessa situação. Desde o final de 2014, e em 2015 e 2016, mergulhamos no poço. E em 2017, 2018 e 2019,

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