As grandes companhias anunciara hoje que suspenderam as operações em represália à guerra
O crítico preso do Kremlin, Alexei Navalny, pediu nesta terça-feira que os russos continuem protestando contra a invasão da Ucrânia por Moscou, dias depois que milhares de manifestantes foram presos em comícios contra a guerra em todo o país.
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Mais de 13.500 russos foram detidos em manifestações contra a invasão da Ucrânia desde que o presidente Vladimir Putin ordenou que seu exército atacasse seu vizinho pró-ocidente em 24 de fevereiro.
Navalny, que está cumprindo uma pena de prisão de dois anos e meio por acusações de fraude que seus aliados dizem ter motivação política, escreveu no Twitter que a raiva estava crescendo em casa contra o conflito, informou o The Moscow Times.
Ele citou uma pesquisa realizada por assessores e disse que os protestos estão pressionando ainda mais o Kremlin, que ele disse estar “desesperado” para acabar com a guerra “o mais rápido possível”.
As multinacionais Coca-Cola Company e PepsiCo se juntaram a outras grandes marcas e anunciaram a suspensão de todos os seus negócios na Rússia. A rede de fast food McDonald’s e a cadeia de cafés Starbucks também anunciaram a suspensão de suas operações.
“Nossos corações estão com as pessoas que sofrem os efeitos inconcebíveis dos eventos trágicos na Ucrânia“, afirmaram os diretores da Coca-Cola, em nota. “Continuaremos a monitorar e avaliar a situação, e a maneira com as circunstâncias se desenvolvem.”
A PepsiCo informou a suspensão de todos os investimentos, campanhas publicitárias e atividades promocionais na Rússia, além de interromper suas operações na Ucrânia para permitir que seus associados possam buscar segurança, informou a AP.
A Rússia anunciou um novo cessar-fogo a partir das 10h (4h no horário de Brasília) desta quarta-feira, para permitir o funcionamento dos corredores humanitários a partir de Kiev, Kharkiv, Sumy, Mariupol e outras cidades, informou a agência russa de notícias Tass.
As informações sobre os corredores foram enviadas à vice-primeira-ministra ucraniana, Irina Vereshchuk, informou o chefe do Centro de Controle da Defesa Nacional da Rússia. Mikhail Mizintsev.
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