O trabalhador que participar da operação não vai deter ações da estatal diretamente
As pessoas que tiverem dinheiro no Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS) poderão usar até 50% do valor depositado para investir na privatização da Eletrobras, que na quarta-feira (18) recebeu aval do Tribunal de Contas da União (TCU).
O trabalhador que participar da operação não vai deter ações da Eletrobras diretamente, pois o investimento será feito via Fundos Mútuos de Privatização (FMPs), em um formato similar ao que foi criado e adotado nos anos 2000 para a Vale (antiga Vale do Rio Doce) e a Petrobras.
O TCU aprovou por sete votos a favor e um contrário a segunda etapa do processo de privatização da estatal, o que abre caminho para a capitalização da gigante do setor elétrico brasileiro. Os interessados poderão investir a partir de R$ 200 do seu FGTS.
O próximo passo para a privatização será o governo protocolar os pedidos de registro de oferta pública de ações (OPA) da Eletrobras na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e de ADRs na SEC (a CVM americana). Os ADRs são recibos de ações listadas no exterior e que são negociados nas Bolsas dos Estados Unidos. O governo pretende concluir a capitalização da estatal até agosto — dois meses antes das eleições.










