Somente nos sete primeiros meses do ano, 1,6 mil bebês só tem o nome da mãe no registro de nascimento
Por Misto Brasília – DF
Nos sete primeiros meses deste ano, 1.609 crianças foram registradas sem o nome do pai no Distrito Federal. O número representa 5,9% do total de nascimentos de janeiro a 31 de julho, quando foram registradas 27.089 recém-nascidos.
A porcentagem é maior que os 5,2% registrados em 2021, quando 1.445 crianças das 27.652 nascidas não receberam o nome do pai no Distrito Federal, segundo dados divulgados pelos cartórios de registro civil.
Antes, em 2020, foram 28.365 nascimentos e 1.528 pais ausentes. O ano de 2019 teve 1.820 crianças apenas com registro do nome materno ante 31.781 nascimentos, seguido por 1.830 frente 31.526 nascimentos em 2018.
“Os números mostram que temos muito a evoluir quando se trata de responsabilidade paterna. Ambos, pai e mãe, são responsáveis pela criação dos filhos e possuem responsabilidades que precisam ser compartilhadas. Obviamente cada família vive uma realidade diferente, mas são dados substanciais que podem embasar as políticas públicas”, explica o presidente da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), Gustavo Renato Fiscarelli.
Os números estão registrados no Portal da Transparência do Registro Civil, na página denominada Pais Ausentes, lançada em março, e que integra a plataforma nacional, administrada pela Arpen-Brasil.





















