Segunda-feira de queda na bolsa e na cotação do dólar

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Símbolo do mercado financeiro de Nova Iorque/Arquivo/Arquivo/Divulgação
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Os mercados globais estão mais negativos, principalmente devido ao conflito na Ucrânia

O Ibovespa fechou em queda de 0,37% nesta segunda-feira (10), aos 115.940 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira acompanhou, em grande parte, o que foi visto nos Estados Unidos e nas demais bolsas mundiais.

Em Nova York,  Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíram, respectivamente, 0,32%, 0,75% e 1,04%. O volume de negociação também foi menor do que o normal na sessão devido ao feriado do Columbus Day; contudo as bolsas operaram nesta data.



“Hoje os mercados globais estão mais negativos, principalmente devido ao conflito na Ucrânia, que teve novos desdobramentos nesse final de semana. Em destaque, ficou a explosão da ponte que liga a Crimeia e a Rússia, que foi vista como um possível agravante dos conflitos entre os dois países”, explica Marco Noernberg, líder de renda variável da Manchester Investimentos.

Além da questão da Rússia, o especialista da Manchester Investimentos chama atenção também para a informação de que os Estados Unidos anunciou que controlará a exportação de semicondutores para a China, com o objetivo de reduzir a capacidade do gigante asiático de desenvolver e manter supercomputadores – o que ameaça o crescimento da segunda maior economia do mundo.

O dólar recuou 0,42% frente ao real, a R$ 5,190 na compra e a R$ 5,191 na venda, em parte por conta da alta das commodities agrícolas – mas também por conta da melhora do cenário interno.


“No Brasil, tivemos a divulgação do relatório Focus, que trouxe, mais uma vez, a perspectiva de que a inflação está controlada. Com essa queda, nossos taxas futuras de juros caíram”, explica Noernberg. “Isso impulsionou o Ibovespa no começo do dia. Com a piora internacional, porém, nossa Bolsa foi contaminada”.

A curva de juros brasileira caiu em bloco, na contramão do que foi visto lá fora. Os DIs para 2023 ficaram estáveis, aos 13,67%, mas os DIs para 2025 e 2027 tiveram baixas de, respectivamente, cinco e dois pontos-base, a 11,51% e 11,34%. Os rendimentos dos DIs para 2029 caíram dois pontos, a 11,49% e os dos DIs para 2031, três pontos, a 11,57%, infoformou o site do Infomoney.



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