Carga tributária leva empresas para o Paraguai

Ponte Brasil-Paraguai nova ponte Misto Brasil
Detalhe da nova ponte internacional entre o Brasil e o Paraguai/Arquivo/Ricardo Stucker/PR
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Embora a tributação seja um fator central, a busca de empresários pelo Paraguai envolve também questões operacionais

Por Misto Brasil – DF

A elevada carga tributária, a burocracia e a insegurança regulatória vêm reduzindo a competitividade das empresas brasileiras e estimulando a migração de parte da produção para o Paraguai.

A observação é do advogado tributarista Rômulo Martins, sócio do Lacerda Diniz Machado, conforme o Times Brasil.

Segundo ele, o avanço do chamado regime de maquila representa um sinal de alerta para o ambiente de negócios no Brasil.

“O Brasil já vem há longa data enfrentando uma questão tributária muito delicada, que tira atratividade e competitividade das empresas brasileiras”, afirmou Martins nesta quarta-feira (27) em entrevista ao Pré-Market, jornal do canal.

Para ele, embora a tributação seja um fator central, a busca de empresários pelo Paraguai envolve também questões operacionais, trabalhistas e regulatórias.

O especialista explicou que o Paraguai estruturou, desde 1997, um modelo voltado à atração de empresas estrangeiras com foco em exportação e redução de custos produtivos.

Segundo Martins, além da carga tributária considerada mais eficiente, o país avançou em processos de desburocratização e flexibilização operacional.

“Não é meramente a carga tributária, mas também a perspectiva de burocracia, a relação de trabalho e outras questões que vêm tornando bastante desafiadora a atividade empresarial no Brasil”, afirmou.

Martins destacou ainda que o Brasil atravessa um momento de transição após a aprovação da reforma tributária, mas ainda sem clareza sobre a regulamentação definitiva.

“Hoje a gente não tem um cenário claro sobre isso”, disse. Segundo ele, o ambiente de implementação ainda gera dúvidas para empresários e investidores.

Questionado sobre os impactos desse movimento migratório para a arrecadação nacional, o tributarista avaliou que os efeitos ainda não são expressivos do ponto de vista numérico, principalmente diante do tamanho da arrecadação brasileira.

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