O presidente Michel Temer decidiu intervir na segurança pública do Rio de Janeiro e indicou um general para gerenciar a crise na área. A decisão ocorre um ano após o anúncio do plano de segurança que não saiu do papel e criou uma surpresa por uma decisão que saiu nesta madrugada.
A intervenção teria sido decretada após os casos graves que ocorreram durante o carnaval no estado fluminense. O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, admitiu que não tem mais poderes sobre a área.
O decreto, que o presidente assina hoje, dá poderes totais para o general Braga Neto, chefe do Comando Militar do Leste, sobre todas as forças de segurança do estado, incluindo as polícias militar e civil, e o autoriza a tomar as medidas que achar necessárias para conter a ação do crime organizado no Rio.
Pelo artigo 60 da Constituição, enquanto o decreto de intervenção estiver em vigor, o Congresso Nacional não pode aprovar qualquer mudança na Constituição, o que significa a suspensão da articulação para votação da reforma da Previdência, informa o Extra.
Michel Temer reuniu alguns de seus ministros no Palácio da Alvorada. No encontro, que durou cerca de quatro horas e meia, foi discutida a criação do Ministério da Segurança Pública. Parte da reunião também foi dedicada a discutir formas de atuação do governo federal no combate à violência no Rio de Janeiro.
A criação de um novo ministério precisa do aval da pasta do Planejamento, responsável pela avaliação do impacto orçamentário nesse tipo de caso. Também estiveram no Palácio da Alvorada os presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente Eunício Oliveira e Rodrigo Maia, segundo a Agência Brasil..























