A decisão é pragmática para reduzir as despesas da máquina pública, especialmente com os gastos milionários com o aluguel
Por Misto Brasília – DF
O governo distrital começou a ocupar o Centro Administrativo (CADF), em Taguatinga. O complexo de 16 edifícios foi construído há dez anos e nunca foi ocupado pela administração do Distrito Federa.
A primeira pasta a iniciar a mudança será a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF), segundo informou nesta segunda-feira (01) a Agência Brasília.
Entre as secretarias prioritárias para a ocupação estão a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, a Casa Civil, a Casa Militar e a Secretaria de Governo.
A Casa Civil vai coordenar a destinação dos prédios e definir quais áreas serão ocupadas por cada órgão do governo.
A medida faz parte de uma estratégia para reduzir gastos com aluguéis e otimizar a estrutura da administração pública.
“Nós estamos dando um passo importante para reduzir gastos com aluguel. Hoje já temos a possibilidade concreta de ocupar esse espaço”, disse a governadora Celina Leão.
“A orientação é que as secretarias que hoje utilizam recursos públicos com aluguel sejam as primeiras a se instalar”.
A expectativa é ocupar gradualmente os 182 mil metros quadrados do espaço, concentrando órgãos estratégicos que atualmente funcionam em prédios alugados em diferentes regiões do Distrito Federal.
A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) faz serviços de recuperação do paisagismo, com manutenção dos gramados e limpeza das calçadas, em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU).
A Secretaria de Obras faz o levantamento das principais demandas estruturais, como impermeabilização de lajes, recuperação de calçadas e calhas, entre outras intervenções necessárias para viabilizar a ocupação.
CADF foi construído, há pouco mais de 10 anos, para se tornar o principal centro administrativo do governo distrital, reunindo diversas secretarias e órgãos em um único espaço. No entanto, apesar de entregue em 2014, nunca foi inteiramente ocupado.
O empreendimento enfrentou uma longa trajetória marcada por entraves jurídicos, questionamentos contratuais e disputas judiciais envolvendo os custos da obra e pagamentos pendentes. Durante anos, o espaço permaneceu subutilizado enquanto o governo discutia soluções legais e financeiras para viabilizar sua ocupação definitiva.
Além da redução de custos, a ocupação do CADF também deve impulsionar a movimentação econômica de Taguatinga, com aumento do fluxo de servidores, visitantes e serviços no entorno do complexo administrativo.













