A Justiça Federal do Distrito Federal decidiu nesta quarta-feira (04) absolver os ex-presidentes Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, na ação penal por organização criminosa que foi apelidada de “quadrilhão do PT”. A decisão foi tomada pelo juiz federal Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara do Distrito Federal, que ainda absolveu os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.
A denúncia havia sido apresentada em setembro de 2017, ao final do mandato do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, no âmbito da Lava Jato e no mesmo período que denúncias semelhantes atingiram as cúpulas do PP e do MDB.
A denúncia afirmava que a cúpula do PT havia constituído entre 2002 e 2016 um grupo para desviar dinheiro público da Petrobras e outras estatais, recebendo 1,48 bilhão de reais de propina de empreiteiras como a Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e UTC.
Em novembro de 2018, a Justiça aceitou a denúncia. No caso da ex-presidente Dilma, o episódio marcou a primeira vez que a petista se tornou ré numa ação criminal.
No entanto, em outubro de 2019, o caso sofreu uma reviravolta quando o Ministério Público Federal pediu a absolvição sumária dos acusados. Ao justificar o pedido de absolvição, a procuradora Márcia Brandão Zollinger, do MPF do Distrito Federal, disse que não se verificaram “os elementos configuradores da dita organização criminosa”.
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