A empreiteira Odebrecht reservou, em 2014, R$ 200 milhões para doações eleitorais. Parte do repasse foi feito por terceiros e por meio de caixa 2 (dinheiro não contabilizado pela justiça eleitoral).
A informação é do ex-diretor de Infraestrutura da Odebrecht, Benedicto Barbosa, em depoimento ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Herman Benjamin, relator da ação, movida pelo PSDB, que investiga irregularidades na campanha da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer.
De acordo com ele – segundo a TV Globo -, R$ 120 milhões foram pagos por meio de doações legalmente registradas em nome da Odebrecht. Outros R$ 40 milhões foram repassados por meio da cervejaria Itaipava, prática que é chamada de doação por terceiros, e os R$ 40 milhões restantes foram pagos via caixa dois, sem registro oficial.
Barbosa disse também que o então candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves, pediu doações em 2014 e que a Odebrecht pagou ao partido R$ 9 milhões por meio de caixa dois.
Em nota, o PSDB informou que “o senador Aécio Neves solicitou, como dirigente partidário, apoio para inúmeros candidatos de Minas e do Brasil a diversos empresários, sempre de acordo com a lei.”



















