Os agentes de segurança mortos pertenciam ao grupo islamista Hayat Tahrir al-Sham (HTS), que liderou a ofensiva rebelde
Por Misto Brasil – DF
Um dia após ser alvo de emboscada e perder 14 agentes, as forças de segurança da Síria deflagraram uma operação nesta quinta-feira (26) para “neutralizar um número determinado” de homens armados leais ao presidente deposto, ditador Bashar al-Assad, informou a Sana, agência de notícias estatal do país.
O confronto de quarta-feira entre as forças de segurança e “milícias” ocorreu na província de Tartus, segundo observadores e o novo ministério sírio do Interior, durante operação para prisão de um ex-funcionário de Assad acusado de cometer crimes relacionados à prisão de Sednaya.
O oficial teria, segundo o Observatório Sírio para Direitos Humanos, entidade com sede no Reino Unido, “emitido penas de morte e julgamentos arbitrários contra dezenas de prisioneiros”. Apesar da emboscada, diversas prisões foram feitas.
Os agentes de segurança mortos pertenciam ao grupo islamista Hayat Tahrir al-Sham (HTS), que liderou a ofensiva rebelde que pôs fim ao regime de Assad no início deste mês.
Em postagem na rede social Telegram, o novo ministro do Interior, Mohammed Abdel Rahman, prometeu reprimir duramente “qualquer um que ouse prejudicar a segurança da Síria ou pôr em risco a vida de seus cidadãos”.
Milhares de muçulmanos alauitas, grupo étnico-religioso minoritário do qual o ex-presidente faz parte, saíram às ruas da Síria para protestar após o surgimento de um vídeo nas redes sociais que supostamente comprovaria a vilipendiação de um santuário religioso. A autenticidade do material não pôde ser comprovada de forma independente.
Autoridades sírias, que têm se esforçado para convencer a comunidade internacional de que estão comprometidos com uma transição pacífica de poder e com o respeito às minorias, insistem que o vídeo que despertou a ira dos manifestantes é antigo, observou a DW.



















