Bolsonaro “paga sapo” no vice que sugeriu acabar com o 13º salário

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O candidato Jair Bolsonaro “passou um sabão”, ou como se diz na caserna, “pagou um sapo” público no general Hamilton Mourão, que no alto da sua insensibilidade política e social, afirmou que o 13º salário é uma jabuticaba de brasileiro, ou seja, não deveria existir. A declaração no Sul do Brasil do militar da reserva bateu como uma bomba com efeito retardado na campanha do capitão.

Sentindo o impacto da verborragia inconsequente, Bolsonaro usou todas as suas redes sociais para apagar o incêndio. Agora com 13 mil curtidas no Twitter e milhares de comentários no Facebook, a postagem do candidato do PSL tenta recuperar as penas de um travesseiro lançadas do alto de um arranha céu. Um fato que os adversários vão explorar em larga escala.

O 13° salário do trabalhador está previsto no art. 7° da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição). Criticá-lo, além de uma ofensa à quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição”, afirmou Bolsonaro.

Dentro da própria campanha de Bolsonaro há muito ressentimento e para os “bolsonaristas”, o general deveria ficar mesmo é calado. E não é surpresa que muitos defendem a retirada da candidatura do vice. Até mesmo Bolsonaro deve estar arrependido de não escolher Janaína Paschoal como vice. Há pouco, o candidato fez o seguinte comentário sobre um vídeo de Janaína: “Grato pela consideração de sempre Janaína Paschoal. Vamos juntos mudar os rumos do nosso grande Brasil. Um forte abraço!”.

A declaração desastrosa 01

“Jabuticabas brasileiras, décimo terceiro salário. Se a gente arrecada 12, como é que nós pagamos 13? É complicado. É o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais, é aqui no Brasil. São coisas nossas, a legislação que está aí. É sempre a visão dita social com o chapéu dos outros, não com o chapéu do governo”, disse Mourão em palestra no Clube dos Diretores Logistas de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

A declaração desastrosa 02

“O que você vê nitidamente é que a nossa classe artística aí, a classe intelectual, esse pessoal passou por um processo de lavagem cerebral que parece que só tem uma visão de mundo para eles. Eu acho que isso está errado”, disse Mourão, em entrevista por telefone na quarta-feira à agência Reuters.

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