Está nas mãos do governador Ibaneis Rocha (MDB) a sanção do projeto de lei aprovado ontem pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. A proposta, votada em dois turnos, prevê que daqui a um ano os supermercados não podem mais fornecer sacolas plásticas aos clientes. A venda de sacolas biodegradáveis ou biocompostável está autorizada.
A sessão foi transmitida ao vivo pelo Misto Brasília
Esta é a segunda iniciativa dos deputados distritais em limitar o consumo de material plástico na capital dos brasileiros. A primeira foi proibir a comercialização de canudinhos. Assim como para a sacola plástica, para os canudinhos há um prazo para a legislação ser aplicada.
Em maio do ano passado, a Assembleia do Rio de Janeiro também aprovou proposta similar à da CLDF. Em 2011, em São Paulo houve um acordo entre o governo estadual e a Associação Paulista de Supermercados para substituir as sacolas plásticas por sacolas biodegradáveis. O plástico se tornou um problema grave de poluição e as grandes corporações têm responsabilidade nesse resultado.
Além dos supermercados, o projeto estende esta proibição para os demais estabelecimentos comerciais do DF. A proibição proposta pelo deputado Leandro Grass (Rede) alcança os produtos confeccionados à base de polímeros sintéticos fabricados a partir de petróleo – como polietileno, propileno e polipropileno – ou matérias-primas equivalentes, excetuando as embalagens originais das mercadorias, de produtos alimentícios vendidos a granel e as embalagens de produtos alimentícios que vertam água.
Países que já baniram a sacola plástica
Bangladesh, Quênia, África do Sul, Ruanda, Mauritânia, Índia, China, França, Argentina, EUA e México. Também se comprometeram Omã, Chile e Sri Lanka.















