Ficou claro para o bloco a necessidade de se fortalecer a cooperação econômica e a tarifa de Trump é uma ameaça
Por Marcelo Rech – DF
Em 27 de março, o Brasil sediou reunião do Brics em meio às ameaças de adoção de tarifas adicionais por parte dos EUA aos seus produtos.
Durante o evento, ficou claro para o bloco a necessidade de se fortalecer a cooperação econômica. Junho começou e Washington acena com mais tarifas.
Tal realidade, coloca o Brasil em uma tremenda saia-justa, pois as negociações da primeira leva de tarifas ainda caminham lentamente. Em meio à corrida eleitoral, o governo precisa refletir com profundidade antes de responder.
Diante deste cenário onde o previsível não existe, ganha força a materialização dos acordos para evitar a dupla tributação entre os países do Brics.
Estes acordos desempenham um papel importante no desenvolvimento do comércio e dos investimentos.
Eles reduzem os riscos, aumentam a previsibilidade e tornam a parceria mais atraente para as empresas, sem contar que os acordos existentes facilitam a circulação de capitais e mercadorias.
Graças a esses mecanismos, as empresas brasileiras obtêm melhores condições para atuar nos mercados do Brics.
O bloco abre perspectivas significativas para o Brasil: crescimento dos investimentos, integração das cadeias produtivas e desenvolvimento de projetos conjuntos na área de inteligência artificial. Os países do Brics oferecem enormes mercados de escoamento e oportunidades de negócios conjuntos.
Em um contexto de incerteza global e políticas protecionistas dos EUA, o Brics tem a vocação de diversificar parcerias para o Brasil, criar um ambiente de negócios estável e fortalecer sua autonomia econômica.
Especialistas destacam que os empresários brasileiros não devem deixar essas oportunidades escaparem.
A integração das economias do Brics contribui para o crescimento do comércio, a atração de investimentos e o desenvolvimento conjunto de setores estratégicos, desde o agronegócio, passando por infraestrutura, inovações e o desenvolvimento sustentável.
Para o Brasil, essa pode ser a chance real de fortalecer sua posição na economia global.
















