O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), engenheiro Carlos Moura, disse que “Alcântara pode se tornar um polo de desenvolvimento espacial, com ampla repercussão socioeconômica”. Seria uma situação parecida com São José dos Campos, que acabou sendo o centro do desenvolvimento, no Vale do Paraíba, em São Paulo, que se transformou “num cluster (sistema único) aeronáutico”. Ele disse que a cidade de Alcântara e a capital maranhense de São Luís, podem “desempenhar papel de extrema relevância no desenvolvimento do setor espacial”.
A declaração dada ao jornalista Gil Maranhão, e publicada hoje (27) no Jornal Pequeno, do Maranhão, é uma análise feita após a aprovação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas pelo Congresso Nacional. O presidente Jair Bolsonaro ainda não promulgou o acordo.
De acordo com o presidente da AEB, para a fase inicial será aproveitada a infraestrutura técnica e logística já operada pela Aeronáutica na Base de Alcântara, “com os devidos aprimoramentos para fornecer serviços em bases comerciais. Se considerarmos apenas o curto prazo e operadores de veículos de pequeno porte, não haverá necessidade de investimentos em estruturas específicas”.
“No médio prazo, para operadores de veículos maiores, certamente teremos que considerar a implantação de complexos de lançamento dedicados. Por ora, pretende-se aprimorar, por exemplo, o sistema de energia elétrica, as condições para hospedagem e, destaco, a elevação do aeródromo de Alcântara para a condição de um Aeroporto Internacional. Os projetos estão em fase de revisão, tendo sido alocados, pela Secretaria de Aviação Civil, recursos da ordem de R$ 70 milhões para aplicação em pouco mais de três anos”.




















